Varejo Eletrônico

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consultoria e-commerce Matéria da Revista Anamaco .

Varejo Eletrônico

Comércio Eletrônico registra crescimento no Brasil e começa a atrair comerciantes de material de construção que, aos poucos, descobrem o novo canal de renda, com perspectivas de sucesso futuro. No entanto, planejamento e cuidado são necessários.

 

consultoria e-commerce

Diante das infinitas possibilidades que a internet oferece. Uma delas tem despertado a atenção dos brasileiros: o comercio eletrônico ( e-commerce ) que, apenas no primeiro semestre deste ano, cresceu 45% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo a 18° edição do Web Shoppers, levantamento realizado pela e.bit, geradora de informações sobre o tema. O varejo de material de construção, por sua vez, começa a aproveitar as oportunidades e já conta com exemplos de empresa que efetuam vendas via internet, algumas com resultados animadores e outras que desistiram da iniciativa. A medida que cresce o acesso das pessoas à internet,  aumenta também o comercio eletrônico dos mais variados produtos. Em um ano, o numero de consumidores elevou- se em 42%, o que significa a entrada de 3,5 milhões de novos compradores, que totalizam 11,5 milhões de pessoas.

É um desenvolvimento significativo e promissor que tende a se manter baseado no fato de que a internet pode ajudar as empresas a se firmarem ainda mais no mercado. Para o consultor do eCommerceOrg, Dailton Felipini, o comercio eletrônico já é uma realidade e não mais uma questão de supor se vai dar certo ou não. “Quem não entrar, corre o risco de perder clientes. Há dados de mercado que mostram que a utilização cada vez intensa deste canal é irreversível”. Afirma.

De fato, os números demonstram este caminho. Somente no primeiro semestre deste ano, o comercio eletrônico brasileiro faturou R$ 3,8 bilhões, quase o total registrado em 2006, quando o montante chegou a R$ 4,4 bilhões em vendas de bens de consumo. O aquecimento das vendas, no entanto, não se dá somente pela ampliação do numero de compradores, mas também pelo fato de que esse tipo de comercio tem se tornado hábito para cerca de 36% de consumidores.

O ano de 2001 marcou o inicio do comercio on line no Brasil. Desde então, o faturamento das vendas eletrônicas de bens de consumo tem crescido muito: cerca de 50% ao ano nos últimos quatro anos. “É muita coisa, não temos setor que cresça a taxas tão expressivas. E já temos um mercado maior do que muitos mercados europeus”, avalia Felipini. Foi neste anos que C&C – Casa e Construção (SP), uma das pioneiras do comercio eletrônico do setor de material de construção, iniciou sua atuação virtual e tem registrado resultados animadores. Embora não revele números, o crescimento da empresa tem sido de duas a duas vezes e meia o crescimento do comercio eletrônico como um todo.

 

A Breithaupt (SC) tem acompanhado de perto o desenvolvimento da internet. Com comercio eletrônico de vendas de maquinas e ferramentas desde 2005, tem projetos de expandir o negocio com a entrada, até o final do ano, dos itens de material de construção.“Pretendemos atender a demanda do mercado e nos atualizarmos, oferecendo comodidade a nossos clientes”, cometa o diretor da revenda Roberto B reithaupt.

De acordo com Felipini, duas razões explicam a forte evolução do comercio eletrônico: conveniência, uma vez que normalmene é mais pratico e rápido comprar pela internet, e economia, tendo em vista que, na maioria dos casos, os preços são mais baixos e as compras não exigem deslocamentos. “ além disso, os computadores foram barateados e são um requisito educacional, tornando um processo natural acessar e comprar pela internet. afirma o consultor

“Há dados de mercado que mostram que a utilização cada vez intensa deste canal é irreversível.” DAILTON FELIPINI Consultor de e-commerce
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Um dos fatores que favorecem o aumento do numero de consumidores é a boa experiência de compra. Variedade,preços, opções de pagamento e cumprimento dos prazos de entrega são motivos que conquistam a confiança dos consumidores, aliados a maior segurança contra fraudes. O bom relacionamento entre empresas e clientes leva os consumidores a aumentarem seus tíquetes médios, bem como passar a comprar produtos de maior valor e volume.

Segundo Mattos, há dez anos, acreditava –se que o comercio eletrônico poderia substituir as vendas físicas. No entanto, percebe que ambos os canais de comercialização se complementam. “Há tantos consumidores que pesquisam nas lojas e compram nos sites, como ao contrario e se torna importante um canal ajudar o outro”, afirma. Na avaliação do diretor de Breithaupt, há dois perfis de consumidor: o cliente que sabe o que quer e busca agilidade e o que prefere comprar na loja e utilizar a internet como um catalogo eletrônico. “Alem de um forte canal de vendas, é um excelente cartão de visitas, facilitando a vida de clientes e as compras também na loja física”, afirma Breithaupt.

A internet, hoje, é muito utilizada como um canal de pesquisas, seja de conteúdo, preços ou oportunidades. Cerca de 30% dos consumidores de lojas físicas pesquisam na internet antes de comprar.
Diante disso, empresa que não realizam vendas eletrônicas acabam perdendo clientes, o que aumenta a importância de estar presente no mundo virtual, pelo menos com um site institucional.
Este poderia ser o primeiro passo para a entrada no comercio eletrônico. Algumas empresas Montam um site, em seguida passam a apresentar os produtos,  como um catalogo, com os dados da empresa, formas de contato, localização e somente numa próxima tapa iniciam as vendas propriamente ditas. “A maioria começou com sites institucionais e foram se tornando mais arrojados. Esta pode ser uma maneira de e preparar para o comercio eletrônico, mas a internet é um mercado a ser ocupado, o primeiro que aparece tem mais chance de aproveitar oportunidades, ganhar conhecimento e de conquistar  o consumidor”, ressalta o consultor da e-bit, Pedro Guasti.
Na avaliação de Felipini, em determinados setores, as possibilidades de realizar esse tipo de transação são muito mais favoráveis, devido a própria característica do produto, a exemplo das passagens aéreas. Outros itens, como material, de construção, pela peculiaridade e pelo volume, quase não estão na internet, mas estarão, um vez que a internet vai penetrando nas variadas classes econômicas.

Revista Anamaco 08/2009

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