Crescimento do E-commerce no Brasil continua mesmo com crise

Crescimento do E-commerce no Brasil continua mesmo com crise

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Crescimento do E-commerce no Brasil
Crescimento do E-commerce no Brasil

A crise afetou duramente a economia brasileira em 2015. Mas se tem um setor que continua apresentando um importante e sequencial crescimento é o E-commerce. Segundo relatório divulgado pela E-bit WebShoppers, o mercado de vendas online registrou 15% de faturamento a mais no ano passado quando comparado com 2014. Ao todo, o setor registrou um expressivo valor de R$ 41,3 bilhões em vendas durante todo o ano de 2015.

Um dos principais motivos que fazem com que o E-commerce se apresente como uma alternativa cada vez mais levada em conta pelos consumidores diz respeito a economia. A crise econômica e política que o Brasil vem passando parece ter levado o cliente a entender que a internet se constitui como uma saída eficiente na hora de comparar os preços.

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Além disso, ainda segundo o relatório do E-bit WebShoppers, 2015 registrou o surgimento de centenas de empresas novas. Isso, segundo o documento, fez com que houvesse mais competição e isso acabou levando, naturalmente, a menores preços e a melhores serviços. Tanto que, segundo a pesquisa, o nível de satisfação do consumidor (NPS) aumentou de 61% para 65%. Mesmo assim, é necessário apontar que houve queda na quantidade de compras feitas pelos integrantes da Classe C.

Moda e acessórios são as categorias mais vendidas

Como poderia se imaginar, entre as categorias mais vendidas estão a moda e os acessórios. Esse não é o primeiro ano que esses tipos de produtos aparecem na liderança. Eles mantêm a dianteira no E-commerce brasileiro desde 2013. Mesmo assim, houve uma queda de faturamento. Em 2014, as vendas de comércio online haviam registrado um volume de 19% do total de pedidos da internet brasileira, percentual que caiu para 14%.

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Os eletrodomésticos aparecem em segundo lugar com 13% da fatia do mercado de vendas da internet brasileira, apresentando um crescimento de 27% no total de faturamento quando comparado com o ano anterior. O terceiro lugar fica com vendas para a telefonia e para celulares. Após isso, na sequência: cosméticos e perfumaria, seguido de cuidados pessoais e saúde. A venda de livros e de assinaturas de revistas fecham os primeiros setores de vendas do E-commerce no Brasil.

Cenário desfavorável não impede que 2016 traga lucros

A crise política e econômica que continua afetando o Brasil não foi o suficiente para diminuir as vendas do E-commerce no Brasil. Mesmo com um cenário econômico desfavorável, o setor não sofreu quedas quando comparado com igual período no ano passado. Assim, o primeiro trimestre registrou um faturamento de R$ 9,75 bilhões de vendas no país. Isso acabou representando um pequeno crescimento de 1% quando comparado com 2015. Ao todo, foram 24,45 milhões de pedidos feitos através da internet nos três primeiros meses do ano.

Mesmo com o crescente aumento do faturamento, os lojistas precisam manter os olhos atentamente a busca de soluções para seus clientes. Isso porque embora se tenha faturado mais, o levantamento demonstra uma diminuição de 6% na quantidade de compras realizadas quando comparado com o mesmo período de 2015.

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O que permitiu o lucro foi o fato de que o valor médio das compras efetuadas subiu. Antes, o valor médio de cada compra era de R$ 373 e agora passou para R$ 399. Assim, economistas acreditam que o cenário ainda é positivo para o E-commerce no Brasil, mesmo diante da instabilidade no cenário econômico que o país atravessa.

Dia dos namorados apresenta crescimento de 16% no total de vendas

Em outra demonstração do mercado continuamente aquecido que é o E-commerce brasileiro, o Dia dos Namorados, tradicional data do comércio nacional, registrou ótimos números. Segundo levantamento feito pela E-bit, os varejistas do comércio brasileiro conseguiram alavancar suas vendas. Isso fez com que houvesse uma melhora no faturamento do setor, que fez que as vendas de produtos visando a data somassem R$ 1,65 bilhão este ano. Isso é um crescimento de 16% quando comparado ao ano anterior.

Os dados levados em conta foram os dos 15 dias anteriores a data. Assim, também foi possível checar um aumento na quantidade de pedidos realizados quando comparado com 2015. Este ano foram mais de quatro milhões de compras, o que equivale a 8% mais compras do que no ano passado. Outro dado relevante deste levantamento foi o fato de que a compra de dispositivos móveis teve um aumento expressivo. Segundo o levantamento, foram comprados mais de 761 mil dispositivos móveis. Isso é um aumento de 18,8% no total de transações quando comparado com o ano anterior. Somente em faturamento, isso equivale a R$ 281,5 milhões, com cada compra ficando na média de R$ 369.

E-commerce brasileiro também traz aumento no percentual de vendas no Dia das Mães, Dia das Mães é outra data muito eficiente do comércio brasileiro, que acaba servindo como termômetro para o restante do ano. E assim como está sendo em outras datas comemorativas, nesta as vendas no comércio online também não decepcionar.

Considerando as datas do dia 23 de abril até o dia 7 de maio, o e-commerce brasileiro conseguiu alcançar um faturamento de R$ 1,62 bilhão, o que é um crescimento percentual de oito pontos quando comparado com a mesma época do ano passado – em 2015, as vendas haviam apresentado R$ 1,51 bilhão em vendas.

Em média, o custo médio de cada compra online feita para a data foi de R$ 402, superior aos R$ 380 de 2015. Em 2016, foram feitos quatro milhões de pedidos via internet, o que por si só também revela um crescimento na quantidade de compras na ordem de 2% em relação ao ano anterior. Entre as cinco categorias mais vendidas, a divisão fica da seguinte forma: 1) Eletrodomésticos, com 13,1% de participação no total de pedidos realizados; 2) Moda e acessórios, com 12,9% da fatia total; 3) livros, com 12%; 4) celulares e telefonia em geral, com 10,6%; e 5) decoração e casa, com 9,1%.

Levando em consideração as compras feitas, foram 816 mil encomendas de smartphones e tablets realizadas, mais do que o dobro do que 2015, quando haviam sido comprados 407 mil destes dispositivos móveis.

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