Empreendedorismo no Brasil

Empreendedorismo no Brasil

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As recomendações, abaixo, visando a promoção do empreendedorismo foram extraídas do documento: “Empreendedorismo no Brasil – Relatório Global 2002”. O relatório analisa o empreendedorismo em diversos países e para o Brasil recomenda as seguintes ações:

Como promover empreendorismo no Brasil: 

Políticas e Programas de Governo mais integrados e coerentes com a realidade do empreendedorismo e do empreendedor, com especial atenção aos projetos de base tecnológica mais complexa e de ponta, sendo citada a regulamentação dos Fundos Setoriais, sob a alçada do Ministério da Ciência e Tecnologia.

–  Uma estrutura e mecanismos de disponibilidade de capital voltada ao empreendedorismo e acessível ao empreendedor dadas as condições distintas envolvendo um novo empreendimento. Neste item se incluem o elevado custo do capital e a dificuldade de acesso por parte do pequeno empreendedor, a viabilização urgente de um mercado de capital de risco (venture capital) mediante instrumentos legais e fiscais eficazes.

– O reforço e a disseminação de uma cultura de empreendedorismo, promovida por instituições diversas como, por exemplo, as escolas de primeiro e segundo graus, as universidades e institutos de tecnologia, o envolvimento dos meios de comunicação na divulgação de histórias de sucesso, a valorização de empreendedores modelos, concursos nacionais incentivando a criação de novos negócios, entre outras ações possíveis.

– Uma ampla reforma tributária, fiscal e legal, que tenha atenção especial à condição e particularidades do empreendedorismo. Inclui-se neste item a simplificação radical dos trâmites burocráticos exigidos do empreendedor para a criação e administração de um novo empreendimento.

– A promoção de uma mudança de valores e normas sociais, valorizando de forma mais incisiva  o empreendedorismo e a atividade empreendedora, o que também seria reforçado por uma mudança de atitude e expectativas do próprio empreendedor, muitas vezes avesso a novos modelos de gestão, a participação de terceiros – no empreendimento possibilitando novas formas de capitalização, bem como a adoção de práticas gerenciais mais avançadas e produtivas.

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