e-Commerce: Aplicação máxima na Internet

e-Commerce: Aplicação máxima na Internet

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Nos últimos artigos abordamos diversas aplicações da Internet, desde a divulgação institucional da empresa e seus produtos até o ensino on-line (e-learning), passando por comunicação e relacionamento com clientes, fornecedores e funcionários. Todas essas aplicações são importantíssimas e ajudam as empresas a otimizar o seu negócio, ou seja, a comprar melhor, a se relacionar melhor, a divulgar melhor a sua marca… A isso deu-se o nome de e-business, o uso de recursos eletrônicos,  mais especificamente, da Internet, para realizar negócios com mais eficiência. Nenhuma dessas aplicações, no entanto, possibilitou uma transformação tão radical nos negócios quanto o ecommerce: a Internet como um novo e promissor canal de venda de produtos e serviços.  No ecommerce, o objetivo vai além da melhoria nos processos já existentes na empresa. O ecommerce representa um novo canal  de acesso direto ao consumidor. Um acesso rápido e com o mínimo de fricção.

O ecommerce já é uma realidade

Até cerca de cinco anos atrás, eram comuns dúvidas do tipo: será que efetivamente esse negócio de ecommerce vai dar certo?  Será que uma quantidade razoável de pessoas vai ter acesso? E essas pessoas, vão querer comprar produtos e serviços ou apenas trocar bilhetinhos eletrônicos? Será que esse canal de comercialização é viável? E as empresas, vão também negociar entre sí por meio do ecommerce?  Hoje, não é mais possível fazer esse tipo de questionamento. A realidade do mercado já mostra cabalmente que a Internet veio para fazer parte da vida das pessoas e das empresas e o ecommerce é parte dessa realidade. Isso inclui, no caso brasileiro, a venda de mais de R$ 534,6 milhões no ecommerce, somente em dezembro do ano passado, dados da Câmara-e.net e da empresa E-Consulting.  Nos Estados Unidos, nosso paradigma em termos de Internet, mais de 168 milhões de pessoas tem acesso a Web e dessas, cerca de 37% fazem compras pela rede. No último Natal, segundo dados da empresa BizRate, o ecommerce americano emplacou U$ 47,98 bilhões, o que representa um já rotineiro aumento anual de mais de 30% em relação ao Natal anterior.  E por fim, se quisermos pensar em termos mundiais, segundo dados do Instituto eMarketeer, apenas o ecommerce B2B (vendas de empresa para empresa) deverá representar cerca de U$ 1,4 trilhões em todo o mundo, já agora em 2003. Trocando tudo isso em miúdos, o fato é que o ecommerce é uma realidade no Brasil e no Mundo e as questões que se colocam hoje são de outra ordem, sendo a principal delas: quanto, o ecommerce vai abocanhar das vendas realizadas através dos canais tradicionais como lojas físicas, equipes de vendas, mala-direta, tele-marketing e outros?

O ecommerce vai ficar com uma fatia do bolo. 

Não esperem de mim essa resposta, pois não tenho bola de cristal, mas aposto minhas fichas que vai ser uma bela mordida. Atualmente, as vendas através do canal Internet, representam cerca de 1,5% do total, no caso do varejo americano. Nada mau para um segmento que ainda não completou uma década de vida, quando comparado às lojas tradicionais, que existem nos Estados Unidos desde que os novos habitantes empurraram os índios para o Oceano Pacífico. Creio, no entanto, que exceto em setores específicos, o ecommerce não vai eliminar totalmente os outros canais de comercialização. O mais provável, é um realinhamento gradual desses canais em termos de volume transacionado, de forma a abrigar também uma fatia expressiva para as vendas realizadas através do canal Internet. Um canal perfeitamente adaptado aos recursos tecnológicos disponíveis e às necessidades atuais de nossa sociedade, no que se refere à agilidade, comodidade e flexibilidade. E que cresce  justamente por isso.  O fato concreto a ser levado em consideração agora, pelas empresas e empreendedores, é que esse novo jogo chamado ecommerce já está em andamento.  E sobre o jogo, deixo aqui a opinião de um comentarista chamado Bill Gates: “Daqui a algum tempo, vão existir dois tipos de empresas: as que fazem negócios pela Internet e as que estão fora dos negócios”.

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