Compra coletiva na Internet é um sistema no qual anunciantes oferecem seus produtos com grandes descontos de forma a atrair os consumidores. A oferta é publicada e divulgada por um site de compra coletiva durante um tempo determinado e se, durante esse período, o número mínimo estabelecido for alcançado, todos os compradores recebem um cupom do site dando direito a compra com o desconto. A compra coletiva é a mais nova estratégia de promoção no e-commerce.

Como funciona o sistema de compra coletiva

O processo pode se diferenciar um pouco entre um site de compra coletiva e outro, mas de maneira geral é simples: o comerciante contrata um site de compra coletiva para divulgar a sua oferta de produto com um expressivo desconto; o site de compra coletiva divulga a oferta para seus usuários cadastrados, que também ajudam a divulgar convidando conhecidos para as ofertas e os interessados começam a se inscrever. Quando se atinge o número mínimo de interessados, a oferta é validada e todos os compradores recebem um cupom para adquirir o seu produto com desconto.  A promoção continua até atingir o prazo de validade estabelecido. O sistema tem sido muito bem recebido pelos internautas por possibilitar a compra de inúmeros produtos a um preço muito especial o que traz um bom volume de compradores para os anunciantes.

Vantagens da compra coletiva para o comerciante

A principal vantagem da compra coletiva para o comerciante é a possibilidade que alcançar consumidores que não atingiria em condições normais e trazê-lo para para conhecer o seu produto em promoção e, eventualmente adquirir outros produtos. Além disso a exposição da marca nos anúncios é interessante, bem como a possibilidade de se fidelizar os novos clientes e maximizar o resultado da campanha.

Sites que oferecem o sistema de compras coletivas

O sistema de compras coletivas é muito recente. Uma das primeiras empresas a utilizar o sistema foi o GroupOn, em 2008. Essa empresa já atinge um valor de Mercado superior a U$ 1,2 bilhão, o que é uma medida do sucesso desse modelo de negócio. No Brasil, já temos mais mil empresas atuando nesse mercado. Algumas delas são:  Groupon, Peixe Urbano, ClickOn, Imperdível, Oferta Unica….

ETAPAS PARA DIVULGAR NO SISTEMA DE COMPRA COLETIVA

Escolher os produtos mais promissores para promoção

Para maximizar o retorno da oferta procure anunciar produtos que possa ser vendidos com um desconto expressivo, mas sem prejuízo para a empresa. Isso é mais fácil de fazer com serviços do que bens físicos. Além disso produtos de consumo geral tendem a ser mais sucedidos que produtos de nicho, tendo em vista o grande volume de audiência. A disponibilidade de produtos complementares àquele que está em promoção também é um fator que aumenta o retorno da campanha.

Contratar site de compra coletiva

Acesse alguns dos sites que aparecem na lista acima e peça um orçamento. Procure contatar e orçar com pelo menos três empresas de diferentes portes e avalie as propostas. O valor cobrado pelas empresas geralmente varia de 30% a 50% do valor do bem e ainda não se estabilizou em um patamar de mercado.

Definir os parâmetros da campanha de compra coletiva

Isso deve ser feito com a ajuda da empresa que tem experiência na realização das ofertas bem sucedidas.

Preparar-se para atender a demanda mantendo o padrão

Não é porque o produto foi vendido a um preço menor que o a qualidade do produto ou atendimento possam ser alteradas. O consumidor on-line não deixará de ser exigente só porque comprou com desconto. Além disso, os compradores decorrentes da promoção, são potenciais clientes para serem fidelizados, portanto devem receber o que a empresa oferece de melhor.

Mais informações sobre Compra Coletiva

COMPRA COLETIVA, OPORTUNIDADES E RISCOS

O Comércio Eletrônico, ainda em formação, sempre traz novidades interessantes. Algumas dessas novidades se consolidam, como é o caso do Twitter e de outras redes sociais, e outras desaparecem no oceano da Web, como é o caso do Second Life, que gerou muita especulação em seu inicio mas não vingou aqui no Brasil. Existem várias razões que levam ao sucesso de um novo negócio na Internet, mas aquelas que representam fatores críticos são a facilidade de uso e a geração de benefícios reais aos consumidores. Em principio o sistema de compra coletiva atende a essas duas necessidades. Ele é simples para o usuário na medida em que requer apenas uma inscrição no site de compra coletiva e a manifestação de interesse em algum produto que esteja em oferta. Ao mesmo tempo, possibilita a aquisição de produtos a um custo sensivelmente menor, com descontos que podem chegar até a 70%, ou mais, do preço normal, o que, sem dúvida, é um benefício real.

A compra coletiva do ponto de vista do anunciante

Para o anunciante, o principal benefício do sistema é a possibilidade de trazer clientes aos quais não teria acesso sem um investimento direto em propaganda. Evidentemente a estratégia da divulgação por meio de compra coletiva tem um custo que é representado pelo desconto real oferecido ao cliente mais o percentual da receita pago ao site. Exemplo: uma lanchonete que ofereça um sanduíche com 50% de desconto e pague 40% da receita ao site de compra coletiva, receberá líquidos 30% do valor normal do produto, o que eventualmente é até menor do que o próprio custo de produção. É necessário, portanto, analisar o custo e o retorno obtido com a campanha.  Á medida em que os anunciantes conheçam melhor o sistema e possam avaliar com clareza a relação custo/benefício é provável que haja uma diminuição dos percentuais pagos aos sites. A própria concorrência entre os sites de compras coletivas, em numero cada vez maior, facilitará essa diminuição nos preços. Deve-se considerar também o fato de que a marca está sendo exposta na Internet e, principalmente, a possibilidade real de que uma parcela dos compradores, tendo ficado satisfeita com o produto, retorne para novas compras, aumentando assim o retorno da campanha.

Viabilidade da compra coletiva para os novos players

O modelo de negócios utilizado pelos sites de compra coletiva é o de corretagem, uma vez que o site tem como objetivo aproximar o consumidor do anunciante, facilitar a transação e receber uma comissão por esse serviço. Eu tenho recebido muitas consultas sobre a perspectiva desse novo segmento de negócios e, devido às razões citadas acima, acredito que a compra coletiva veio para ficar, mas é importante ressaltar alguns fatos que tornam o risco para o investidor expressivo. Em primeiro lugar o mercado já está ocupado por grandes e médios players. Um exemplo é a empresa Groupon, uma das primeiras a investir neste novo segmento nos Estados Unidos em 2008, com valor de mercado de cerca de 1,2 Bilhão de dólares, e que já está competindo no Brasil com a marca Clube Urbano. Além disso, mais de cem empresas já estão estabelecidas e outros players, grandes e pequenos, continuam entrando. É fato que o mercado brasileiro tem um grande potencial de crescimento, particularmente neste setor, mas isso não significa que esse grande volume de clientes vá se distribuir entre um grande número de players. O que geralmente ocorre no mercado eletrônico, após a consolidação de um segmento, é um forte líder seguido a distância por um grupo de concorrentes também com poder de fogo e uma quantidade maior de pequenos que encontraram um diferencial competitivo que os permitiu atrair clientes. Uma possível estratégia para o pequeno empreendedor seria encontrar nichos específicos de produtos com forte demanda e focar exclusivamente nestes produtos. Assim a marca teria chance de ser conhecida pelo mercado como referencia em determinado nicho e sobreviver, ou ser comprada futuramente por um dos grandes players, o que também pode ser um excelente negócio.

 O grande fato positivo trazido pela compra coletiva é que esse sistema deve trazer mais consumidores para o e-commerce e impulsionar ainda mais o volume de compras que já cresce, no Brasil, a taxas entre 30% e 40% ao ano desde 2001.

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Dailton Felipini é referência quando o assunto é ecommerce, atuando na área de negócios digitais desde 2001. É graduado e mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas - FGV, em São Paulo e trabalhou na IBM em Nova York. Possui cinco livros publicados sobre ecommerce, é palestrante e fundador da Lebooks, primeira editora a publicar e comercializar ebooks no Brasil.