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Sua
empresa é uma vencedora.com?
... mais características das empresas vencedoras na Internet Dailton Felipini Vencedoras
tratam seus ativos como passivos. Até bem pouco tempo atrás, um dos critérios
para se avaliar o sucesso de uma empresa era a quantidade e o porte de seus
ativos fixos, tais como prédios, instalações fabris, escritórios, máquinas,
frota de caminhões de entrega e assim por diante. A evolução tecnológica
acelerada e, particularmente, o surgimento da Internet alteraram totalmente
essa realidade. Hoje, as vencedoras procuram se concentrar em seu core
business, aquela atividade com a qual elas realmente faturam, transferindo
atividades acessórias para terceiros. Ao mesmo tempo, essas empresas diminuem
e qualificam o quadro de funcionários e livram-se de todos os ativos onerosos
e desnecessários, realocando recursos em tecnologia e melhorias nos processos
de negócios. Nos anos 80, os grandes bancos brasileiros disputavam para ver
que comprava mais agências por todo o Brasil; hoje fazem leilões freqüentemente
para a venda de imóveis e diminuíram sensivelmente a quantidade de agências.
Concomitantemente, realizam enormes investimentos em sistemas de informação
mais eficientes e novas tecnologias como o home-banking. Ao enxugar sua
estrutura, aproveitando a tecnologia para a geração de valor aos seus
clientes, as empresas tornam-se mais ágeis e aptas a sobreviver, e vencer, em
um ambiente em constante mutação. Dentre as empresas nascidas pós-Internet,
o caso do Google é emblemático. A empresa nada mais é do que uma grande
prestadora de serviços na Internet tais como serviços de busca, de e-mail,
de notícias e de comunidades virtuais, e, provavelmente, tem menos ativos físicos
que qualquer média empresa tradicional; no entanto, seu capital na bolsa de
Nova York atinge o montante de 109 bilhões de dólares, ultrapassando a
centenária Coca-Cola. Nada mau para uma empresa com pouco mais de cinco anos
de existência, não é mesmo? Fazem
parcerias estratégicas.
As grandes empresas podem comprar
empresas concorrentes ou incorporar outros negócios, complementares ao
seu. Para as pequenas, no entanto, a palavra de ordem é parceria. As
parcerias possibilitam maior alcance do mercado com pouquíssimo investimento
e manutenção do foco na atividade principal. A gigantesca rede em que se
constitui a Internet fornece o ambiente ideal para um modelo desse tipo, uma
vez que a distância entre uma empresa e outra é simplesmente um clique no
mouse. Ao se associar a um ou a uma centena de parceiros, partilhando suas
receitas, as pequenas vencedoras podem expandir sua capilaridade dezenas de
vezes e, assim, competir em melhores condições com as grandes. A estratégia
funciona em qualquer setor e situação em que duas empresas partilham o mesmo
perfil de cliente oferecendo produtos diferentes, porém complementares.
Destroem
a própria cadeia de distribuição. Produtos ou serviços passam por diversos
elos de uma cadeia de distribuição, os chamados intermediários, até chegar
ao seu destino, que é o consumidor final. Cada elo dessa corrente, agregando
ou não valor ao produto, representa custos adicionais que vão se agregar ao
preço final. Empresas que conseguem eliminar intermediários melhoram a
margem de lucro e podem repassar parte, ou a totalidade, desse aumento para o
consumidor final. É isso que faz a Dell Computer, vendendo 90% de sua produção
de micro-computadores pela Internet, e é isso que faz a Caloi, vendendo suas
bicicletas on-line diretamente ao consumidor final, apenas para citar alguns
exemplos. Se, nos negócios, a competição pelo mercado sempre foi feroz, no mundo da Internet, a competição passa pela própria sobrevivência, pois o espaço para desperdício e ineficiência é menor e tende a diminuir cada vez mais.
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Dailton
Felipini. é Mestre em Administração pela Fundação Getúlio
Vargas e professor de ecommerce na Universidade Ibirapuera. Autor de
vários ebooks e editor dos sites: www.e-commerce.org.br
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