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O COMÉRCIO ELETRÔNICO B2B Embora não seja tão comentado quanto o varejo on-line, o comércio eletrônico entre empresas também tem registrado um excelente desempenho no Brasil. Pesquisas realizadas pela empresa e-Consulting apontam que as transações eletrônicas B2B totalizaram R$ 267,6 bilhões em 2005, valor 37% maior do que o movimentado no ano anterior. É um crescimento similar ao apresentado pelo comércio eletrônico B2C, que se expandiu 43% no mesmo período, e excelente no contexto da economia brasileira, cuja taxa de crescimento “patina” ao redor de 2% já há vários anos. A
pesquisa da e-Consulting indica que cerca de 80% do valor transacionado, R$
212 bilhões, referem-se a negócios realizados em portais privados, ou seja,
por empresas que possuem seus próprios sistemas de gerenciamento de transações
eletrônicas com fornecedores, distribuidores, representantes e clientes. Os
20% restantes referem-se às empresas que utilizaram portais de terceiros, os
chamados marketplaces eletrônicos, ou bolsas eletrônicas, que oferecem toda
a infra-estrutura necessária de hardware, software e mão-de-obra. Nas duas
situações, a realização de transações eletrônicas entre empresas,
normalmente, envolve: o cadastramento e a validação dos participantes aptos
ao mercado, a execução do procedimento de venda, que pode ser por meio de
licitações, leilões ou catálogos, o fornecimento de relatórios sobre
transações realizadas, além dos recebimentos e pagamentos. A diferença é
que, no caso da terceirização, essas atividades são executadas por
terceiros que recebem uma taxa ou comissão pela prestação desse serviço. Exemplos
de transações eletrônicas realizadas entre empresas
A utilização de meios eletrônicos, como a Internet, nas transações comerciais com outras empresas é uma tendência tão natural que, em algum momento, não fará mais sentido se falar em comércio eletrônico B2B, uma vez que a quase totalidade das empresas estará utilizando esse novo canal para realizar suas transações em decorrência da maior produtividade trazida por ele. Benefícios tangíveis, como a redução de custos na realização de pedidos e no preço de matéria-prima, a maior agilidade nos procedimentos de escolha de fornecedores ou compradores, o maior controle dos processos licitatórios e, conseqüentemente, a diminuição de erros nesses processos, entre outros, tornarão o comércio eletrônico B2B quase uma necessidade nos mercados competitivos. |
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Dailton
Felipini. é Mestre em Administração pela Fundação Getúlio
Vargas e professor de Comércio Eletrônico na Universidade
Mackenzie. É editor dos sites: www.e-commerce.org.br
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